GARIBALDI APOIARÁ SARNEY PARA PRESIDÊNCIA DO SENADO

Presidente do Senado diz que, apesar dos pareceres favoráveis, sua candidatura sofria questionamento jurídico que poderia trazer risco ao PMDB

Em entrevista à imprensa, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, anunciou ontem sua decisão de não mais insistir na candidatura à Presidência da Casa e a intenção de apoiar a candidatura de José Sarney (PMDB-AP) ao cargo. Garibaldi afirmou que não pretende expor a bancada do PMDB ao risco jurídico que sua eleição poderia representar.

– A esta altura, com Sarney dizendo que poderá ser candidato, fica difícil insistir na minha candidatura, porque há um certo risco jurídico, apesar de eu ter pareceres de juristas renomados garantindo que seria possível. Mas a candidatura de Sarney não tem risco jurídico nenhum e tem uma viabilidade eleitoral igual ou maior. Acredito que a bancada optará por Sarney – disse Garibaldi.

O presidente do Senado referia-se ao fato de o Regimento do Senado vedar uma reeleição ao cargo dentro da mesma legislatura. Acrescentou, no entanto, que conta com vários pareceres determinando que esse não seria o seu caso, uma vez que foi eleito apenas para um “mandato tampão”, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL). Com base nesse argumento, ele poderia, portanto, concorrer à Presidência do Senado Federal no dia 2 de fevereiro.

A candidatura de Garibaldi chegou a ser formalizada pela bancada do partido em 17 de dezembro. Mas, após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana, o senador José Sarney anunciou ontem sua intenção de também concorrer ao cargo.

A bancada do PMDB tem reunião marcada para a próxima quarta-feira a fim de discutir a situação.

Fonte: www.senado.gov.br

O DESMONTE DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS


Há algum tempo acompanhamos as discussões sobre o orçamento das Forças Armadas, a evolução (?) dos programas de reaparelhamento e modernização e as já cansativas reclamações dos militares em relação aos sucessivos cortes.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou arrotando mudanças drásticas no momento em que o país vivia (?) um caos aéreo. Do alto de sua empáfia, falou, falou, esbravejou, mas de prático, não fez nada.

As companhias aéreas continuam mandando e desmandando, a Infraero mudou apenas os nomes e continua inoperante e a famosa Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) apelando aos céus para que nenhum avião caia.

Os recursos para a segurança aérea continuam escassos e punições apenas para aqueles que denunciaram o estado podre a que estamos submetidos.

Em meio as turbulências, vieram o midiático Plano Estratégico da Defesa e o Conselho Sul-Americano de Defesa. Nenhum deles vingou.

Para completar, quem cuida da Defesa é o ministro Mangabeira Unger e não Nelson Jobim, o mesmo que atirou afoito na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), derrubou sua direção e justificou tudo com cinco folhas de papel impressas da internet.

No dia 7 de setembro, deveríamos conhecer o tal Plano Estratégico da Defesa, mas depois de mais de um ano de discussões e debates, descobriu-se que o presidente Lula não estava completamente inteirado das propostas.

Aguarda-se a convocação do Conselho de Defesa Nacional para debater o texto, se é que ele realmente existe.

Atualmente, o Brasil gasta cerca de 1,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) nas Forças Armadas. Isso dá algo em torno de R$ 50,2 bilhões. Especula-se que o Plano Estratégico aumente a cifra para 5% do PIB, mais que o dobro.

Mangabeira Unger afirmou que “não há estratégia de Defesa sem dinheiro”. Disse também que o Plano não será uma resposta conjuntural a problemas pontuais ou uma espécie de triagem de pedidos e solicitações feitas pelas Forças Armadas.

O ministro Nelson Jobim que foi aos Estados Unidos explicar que o Conselho Sul-Americano de Defesa não seria uma OTAN controlada por Hugo Chávez, tem dito que os equipamentos adquiridos pelas Forças Armadas serão aqueles necessários ao cumprimento das metas estabelecidas.

Ele quer que a indústria nacional de Defesa seja privilegiada e que o Brasil só compre de países que aceitem transferir tecnologia.

Ainda não se sabe ao certo quanto dinheiro será aplicado nas Forças Armadas, mas sabe-se que a Força Aérea quer 102 caças de última geração. Desses, 66 seriam construídos no Brasil.

Em dezembro, os presidentes Lula e Nicolás Sarkozy sacramentam um acordo militar entre Brasil e França para permitir a construção de quatro submarinos convencionais e um nuclear, além de helicópteros e a capacitação de tropas do Exército.

No entanto, mesmo diante de tantas perspectivas positivas, as Forças Armadas continuam ameaçadas em seus orçamentos, o que revela uma profunda contradição entre o discurso e a prática no governo federal.

Pelo menos R$ 1,6 bilhão dos recursos destinados às Forças Armadas continuam contingenciados.

O Exército já emitiu nota explicando que muitas de suas ações estão comprometidas e a Marinha anunciou a possível suspensão das patrulhas por falta de combustível.

É inadmissível que o Exército tenha de cortar o expediente nos quartéis e dispensar recrutas quando se fala num Plano Estratégico para a Defesa.

Não se pode entender como um governo pode construir um submarino nuclear se retém 23% do dinheiro da Marinha, submetendo a força ao constrangimento de cortes de água, luz e telefone.

É impensável que a Força Aérea Brasileira esteja concluindo um processo de licitação internacional para a aquisição de caças de última geração e tenha R$ 660 milhões dos seus recursos retidos pela Fazenda.

Assim fica difícil acreditar que o governo realmente classifique suas Forças Armadas como instituições essenciais. É mais fácil acreditar num processo de desmonte mascarado pela retórica.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa. Correio eletrônico: inforel@inforel.org.

Fonte: www.inforel.org

PRESIDENTE DA CÂMARA APROVA COMISSÃO PARA INCLUIR POLÍCIAS DA CÂMARA E DO SENADO NO Art. 144 C.F.


Em sessão no dia 22/12/2008, o Presidente da Câmara dos Deputados aprovou instalação de Comissão Especial para inclusão da Polícia da Câmara e do Senado no Art. 144 da Constituição Federal

Nos termos do § 2º do art. 202 do Regimento Interno, esta Presidência decide criar Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº117-A, de 2003, do Sr. Deputado Alberto Fraga, que acrescenta o inciso VI e o § 10º ao art. 144 da Constituição Federal, criando as Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; e dá outras providências.

A Comissão será composta de 17 membros titulares e de igual número de suplentes, mais um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas, designados de acordo com os §§ 1º e 2ºdo art. 33 do Regimento Interno.


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