Brasília – Após idas e vindas, o governo uruguaio informou em comunicado oficial que não permitirá o ingresso de navios com bandeira das Malvinas aos seus portos. De acordo com Montevidéu, “a solidariedade continental é um dos princípios fundamentais que orientam a política exterior uruguaia”.
O governo do Uruguai assegura que sua posição em relação à polêmica não mudou e que o país apóia e respalda a luta argentina com respeito à soberania do arquipélago.
Para o Uruguai, as Ilhas Malvinas representam a posição colonial inglesa na América Latina e sua posição é “anticolonialista” apoiada pelo conjunto dos países da região.
No final de dezembro, o chanceler uruguaio, Luis Almagro, conversou com o Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, para deixar clara a posição do país.
Navios com quaisquer bandeiras que não sejam das Malvinas ou militares britânicos, podem atracar nos portos uruguaios mesmo que o destino seja o arquipélago reclamado pela Argentina.
Hague por sua vez, ameaçou os países sul-americanos que insistem em manter o bloqueio econômico contra as Malvinas, entre eles o Brasil.
Em declaração ao Parlamento britânico, ele garantiu que Brasil, Chile e Uruguai permitirão o atracamento de navios com destino às ilhas, sempre e quando portem outra bandeira.
Segundo ele, os três países apóiam a demanda argentina, mas descartam bloquear economicamente as Malvinas.
No dia 15 de dezembro, o Uruguai impediu a entrada em seus portos de navios com bandeira das Ilhas Malvinas. A decisão foi ratificada posteriormente pelos presidentes do MERCOSUL.
O chanceler britânico afirmou que respeita a posição dos países da região, mas considera grave a decisão do bloco, principalmente por conta das implicações econômicas para as ilhas.
Fonte: http://www.inforel.org/

